Disse Jesus: "Eu sou a luz do mundo: quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida" LC 8:12

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Um diálogo entre a Música Popular Brasileira e a Bíblia

Mensagens da Semana

  • - CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - Participe do concurso para ilustrar o cartaz da Semana Nacional de Oração [image: image] ...
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PRONUNCIAMENTO CC-IPU No 7: Sobre o apoio de líderes evangélicos aos ataques de Israel contra palestinos na Faixa de Gaza




O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – CC-IPU, no uso de suas atribuições e tendo em vista as manifestações de algumas lideranças intituladas evangélicas brasileiras em reação à condenação do governo brasileiro aos ataques feitos por Israel à Faixa de Gaza, resolve fazer o seguinte
 
PRONUNCIAMENTO em que a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - IPU:
 
1) Rejeita e condena toda e qualquer forma de guerra, independentemente de sua motivação: política, ideológica ou religiosa, considerando que essa fere o princípio básico do cristianismo – de amor ao próximo –, atinge inocentes que nada têm a ver com ela, acirra os ânimos entre as nações e deixa terríveis sequelas para os países e povos envolvidos;
 
2) Considera inaceitável a escalada de violência no Oriente Médio, com o lançamento de foguetes pelo Hamas contra alvos civis de Israel e o uso desproporcional da força por Israel contra a população civil desprotegida da Faixa de Gaza;
 
3) Repudia, veementemente, a afirmativa de grupos evangélicos fundamentalistas de que "Quando o governo fala mal de Israel, fala mal de nosso Jesus. E Israel tem o direito de se defender e de existir", pois ela é expressão do crescente sionismo cristão em alinhamento com o estado de Israel, segmentos judaizantes que o apóstolo Paulo combateu durante todo o seu ministério;
 
4) Reitera que a fé cristã é supranacional, supracultural e que o Jesus Cristo histórico, embora nascido judeu, uma vez ressurreto e glorificado, é Senhor de todas as coisas, visíveis e invisíveis, e não cidadão de Israel;
 
5) Alerta aos membros de suas igrejas e aos cristãos em geral, que não se deixem representar por falsos líderes intitulados evangélicos que distorcem a realidade, com interpretações fundamentalistas da Palavra de Deus, a ponto de aceitar como natural a matança indiscriminada de quase 2.000 palestinos, até a data deste pronunciamento, a grande maioria inocentes e indefesos;
 
6) Apoia toda e qualquer iniciativa de negociação para por fim ao conflito entre israelenses e palestinos, com base no respeito aos direitos das nações e nos princípios de justiça, com vistas ao pleno estabelecimento da paz.
 
Que o Deus de paz e justiça oriente os líderes políticos mundiais, aos quais compete empreender todos os esforços para buscar a paz duradoura, em que israelenses e palestinos tenham direito a seus estados autônomos e independentes.
 
Este pronunciamento poderá ser reformado pela Assembleia Geral da IPU.
 
 
Vitória/ES, 7 de agosto de 2014.
 
Conselho Coordenador da IPU - 2014-2017

quarta-feira, 2 de abril de 2014

DECLARAÇÃO PÚBLICA COMPROMISSO COLETIVO PELA DEMOCRACIA BRASIL: DITADURA NUNCA MAIS

“Ah! Se conhecesses também tu, ainda hoje, o que serve para a paz” (Lc 19.42)
Há 50 anos, o presidente João Goulart foi deposto e instaurou-se uma ditadura no Brasil que durou 21 
anos. Ao longo deste período, movimentos estudantis, de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, intelectuais e grupos religiosos lutaram arduamente pela democracia. Muitos foram assassinados, torturados, exilados e “desaparecidos”. São páginas ainda pouco esclarecidas de nossa história recente. O aprofundamento do direito à memória e à verdade é condição para a edificação da sociedade, pois garante que pessoas que sofreram violência por parte de agentes de Estado sejam reconhecidas como vítimas e suas histórias sejam resgatadas.
Grupos ligados às Igrejas, em conjunto com muitos movimentos da sociedade, foram imprescindíveis 
para a superação deste período. Ressalta-se a mobilização para a denúncia e registro dos crimes de tortura que resultou no Projeto Brasil: Nunca Mais, protagonizado pelo movimento ecumênico com o apoio do Conselho Mundial de Igrejas. O acervo foi recentemente repatriado e contribuirá para elucidar fatos e histórias esquecidas.
Apesar de todo o aparato político, econômico e religioso da ditadura que gerou repressões, censuras, 
prisões, assassinatos, exílios políticos e sofrimentos foram dados passos significativos em direção à abertura 
democrática. Conquistamos parcialmente a Anistia, inundamos as praças nas Diretas Já. O processo 
constituinte foi iniciado, possibilitando que questões antigas fossem colocadas em debate como a Reforma 
Agrária, os direitos sociais, os direitos humanos, a soberania nacional com a necessidade de uma auditoria da dívida externa e a ideia do controle social do Estado. 
Os fatos por si confirmam que nossa democracia é limitada e inconclusa. A Reforma Agrária não foi 
realizada de forma plena e efetiva, o fosso entre ricos e pobres é uma realidade em ascensão, assistimos a 
vertiginoso enfraquecimento e criminalização dos movimentos sociais. Apesar de políticas públicas 
importantes como a garantia de saúde e educação para todos, das políticas de cotas e das compensatórias, entre outras, todavia percebe-se um hiato grande quando estão colocadas na pauta questões para a melhoria do bemcomum e as de interesse de grandes grupos econômicos. Os interesses populares são relativizados quando os interesses de grandes grupos econômicos entram em cena. 
As ameaças à democracia são constantes. Na América Latina, lembramos a deposição de presidentes 
democraticamente eleitos, como no Paraguai e em Honduras. Recentemente, novas tentativas de deposição de líderes eleitos pelo povo têm acontecido em países vizinhos.
Nossas Igrejas e organismos ecumênicos têm um compromisso histórico com a democracia.
Por isso, reafirmamos o nosso compromisso com os movimentos sociais que permanecem firmes no ideal 
de uma sociedade com justiça que respeite e garanta os direitos humanos, culturais, sociais, econômicos e 
ambientais. A luta por estes direitos demonstra a nossa opção preferencial pelas pessoas mais vulneráveis de nossa sociedade. Por isso, nos sentimos desafiados a nos pronunciar sobre o atual momento pelo qual passa nosso país.

CONIC, CESE, CLAI e INESC

terça-feira, 18 de março de 2014

Linguagem inclusiva: um compromisso, uma atitude, uma consciência política



Esta eu ouvi de uma amiga. Ela estava em uma reunião de mulheres da igreja quando chegou o pastor local para fazer a saudação. Embora a maioria fosse mulheres – aliás, de homem só ele e mais dois presbíteros –ele iniciou assim:
- “Meus irmãos, damos as boas vindas a vocês neste encontro”. Prosseguiu, então, com a sua fala.
 No final, ele disse: “Convido os irmãos a ficarem de pé para fazermos uma oração”.
 A amiga não aguentou e disse:
“Então nós mulheres estamos dispensadas de ficar de pé, vamos permanecer sentadas”.
Este fato, que certamente causou espanto e mal-estar, é bem mais frequente do que imaginamos.
Lembro que,no início da minha atuação pastoral,algumas vezes fui questionada porque usava, na liturgia,“ela/ele”, “todos e todas”. Alguém disse que era muito cansativo. Mas eu insistia em usar uma linguagem inclusiva por entender que a linguagem, seja escrita ou falada, é uma forma de expressar a nossa consciência e visão de mundo; através dela também construímos a nossa realidade.
A linguagem inclusiva nem sempre é utilizada em nossas comunidades e tampouco aparece nos documentos oficiais da Igreja. Nos últimos tempos, até que temos dado mais atenção a esse aspecto, mas ainda recebo comunicações e convites sem linguagem inclusiva. Ainda ouço sermões em que pastores esquecem que a maioria das pessoas que estão sentadas nos bancos da igreja é do sexo feminino, já que insistem em usar apenas formas no masculino. Como se o “masculino representasse” toda a humanidade. O censo mundial de 2010 revelou que, de um total de 6.895.889.000 de pessoas no mundo, 3.477.830.000 são homens e 3.418.059.000 são mulheres. Então, quando não usamos a linguagem inclusiva, estamos, no mínimo, ignorando metade da população mundial.
O não uso da linguagem inclusiva aponta para os processos históricos de exclusão das mulheres. Trata-se de uma linguagem sexista, pois ignora as mulheres e subordina o gênero feminino ao masculino, tornando as mulheres invisíveis. Mesmo quando elas são maioria num evento, usam-se, muitas vezes, exclusivamente formas do masculino para identificar o público, tais como:“eles”,“todos”, “irmãos”, “os homens” e assim por diante.
Mas não se trata apenas de usar uma linguagem inclusiva.  Como afirma a teóloga luterana Marga Ströher:
“Mudar a linguagem não transforma, automaticamente, a consciência e a mentalidade. A transformação não deve ser apenas formal, ou seja, no uso de uma linguagem integradora ou inclusiva, enquanto que a realidade de opressão continua sendo mantida. Mas a transformação da realidade também inclui uma nova linguagem. Uma nova linguagem não significa apenas feminizar a linguagem. A conotação sexista de uma palavra ou linguagem não está no fato de ela ser masculina, mas na ideologia sexista que ela carrega, na mensagem sexista que ela grava na consciência”. [1]
Por isto precisamos estender a nossa linguagem inclusiva para todas as dimensões do nosso fazer teológico: a litúrgica, a catequética e a diaconal.  Comecemos nos perguntando qual a imagem de Deus que estamos passando. O nosso falar sobre Deus está assentado em nossos conceitos antropológicos, e esses conceitos estão carregados de imagens masculinas. Deus é Pai, é o Todo Poderoso, é o Senhor dos Exércitos, é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. São imagens aprendidas e mantidas pela tradição patriarcal.  É possível falar em outras imagens de Deus? Não apenas com a intenção de fazer um contraponto ao masculino, mas para mostrar que Deus pode ter outras faces.  A teóloga Claudete Ulrich nos convida a resgatar a tradição bíblica de Êxodo 3,onde Deus se apresenta como “Eu sou o que sou”, um Deus que ouve os gritos e as dores do seu povo e desce para libertá-lo e não se apresenta como um senhor distante dos problemas cotidianos”[2].  “Eu sou o que sou” é o Deus da dinâmica, do movimento, o Deus da Ruach, o seja, do Espírito feminino,não o Deus parado, fixo e enclausurado em conceitos antropológicos. 
O nosso grande pedagogo brasileiro, Paulo Freire, disse, no livro Pedagogia da Esperança: Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido, de 1992, disse: “A recusa à ideologia machista, que implica necessariamente a recriação da linguagem, faz parte do sonho possível em favor da mudança do mundo”.  Sonhamos, trabalhamos e queremos contribuir para que estas mudanças promovam a participação igualitária de homens e mulheres, não só no âmbito da igreja, mas em todas as áreas do conhecimento e todas as instâncias de decisão.
Que a Ruach sopre e nos inspire a promover mudanças na linguagem, na liturgia, nos símbolos e nas imagens da nossa igreja, afim de que elas possamos ter comunidades acolhedoras que promovam a inclusão de todos e todas na vivência comunitária.

Revda. Sônia Gomes Mota


[1]Marga Janete Ströher. Por uma Linguagem Integradora de Mulheres e Homens.
[2]Claudete Ulrich.Linguagem inclusiva: somos irmãs e irmãos em Cristo!

quinta-feira, 13 de março de 2014

QUE ESTOU FAZENDO SE SOU CRISTÃO?



 João Dias de Araújo/Décio Emerique Lauretti

Que estou fazendo se sou cristão,
Se Cristo deu-me o seu perdão?
Há muitos pobres sem lar, sem pão,
Há muitas vidas sem salvação.
Mas Cristo veio pra nos remir
O homem todo, sem dividir;
Não só a alma do mal salvar,
Também o corpo ressuscitar.


Há muita fome no meu país.
Há tanta gente que é infeliz.
Há criancinhas que vão morrer,
Há tantos velhos a padecer.
Milhões não sabem como escrever.
Milhões de olhos não sabem ler,
Nas trevas vivem sem perceber
Que são escravos de um outro ser.


Que estou fazendo se sou Cristão,
Se Cristo deu-me o seu perdão?
Há muitos pobres sem lar, sem pão,
Há muitas vidas sem salvação.
Aos poderosos eu vou pregar,
Aos homens ricos vou proclamar
Que a injustiça é contra Deus
E a vil miséria insulta os céus.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Caríssimos Irmãos:
 
É com imenso pesar que participamos a todos e todas a notícia do falecimento, às 16h e 30min, do Revdº JOÃO DIAS DE ARAÚJO.
 
O culto de despedida (com ofício fúnebre) será realizado na Igreja Presbiteriana de Feira de Santana, às 15 horas do dia 10 de fevereiro, e o enterro acontecerá às 16 horas, no Cemitério Municipal.
 
Damos graças a Deus pela vida desse homem de fé, que nos deixa um grande legado através da sua obra literária, das suas poesias e composições, das suas aulas, sermões e palestras, mas principalmente, pelo que representou para a nossa Igreja Presbiteriana Unida, da qual foi moderador por duas gestões, e para o Presbitério do Salvador, onde foi durante muitos anos um grande professor e orientador.
 
Que Deus o receba em Sua Glória e console os seus familiares.
 
Fraternalmente, em Cristo
 
Presb. Sérgio Miranda
Secretário Geral do PSVD

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

TEMPO DE ENCONTRO E DE VISITAS

Nesta semana visitei pessoas e também meu ser foi visitado por elas. Vi sofrimento quase sem fim, mas vi no sofrimento um coração sereno que não interpelava sobre a sua condição, só vivia. Foi uma das visitas mais marcantes que fiz aqui em Caetité. Lembrei-me da cura do paralítico de Cafarnaum feita por Jesus, que na impossibilidade de chegar até onde Jesus estava, por vias normais, introduziram-no pelo telhado. Só chegou a Jesus pela solidariedade dos outros, dos que o levaram (Lc 5,19). 
Essa pessoa encontrou Jesus que transformou a sua vida. O natal não é somente momento de visitas convencionais, é sim, visitas na sua profundidade onde as vidas se cruzam e assim, percebe-se, enxerga o invisível que se esconde na alma do outro, nas profundezas da realidade humana. O anjo visitou Maria onde ela estava e pede licença para nela se encarnar, para não ser uma invasão de privacidade. A visita à Maria proporcionou um encontro definitivo entre Deus e a humanidade, que é traduzido para o nosso tempo como tempo de ternura, de esperança e de desafios. 
Na visita do anjo o verbo se dá e se faz entender. Parafraseando a gramática, este verbo divino é um “Verbo de ligação”, que nos coloca cara-a-cara com Deus, na perspectiva de que mergulhemos no seu mistério, e assim, vivenciemos o encontro que nada mais nos separará. A dinâmica do encontro me faz assumir algo que é do outro. Deus assumiu a condição humana, fazendo seu Filho nascer entre nós. Maria, José, Isabel e Zacarias assumiram aquilo que era de Deus: o projeto de Salvação plena e definitiva. 
Um coração manso e humilde é capaz de se aproximar da dor dos miseráveis e acolher esta realidade também para si. Nelson Mandela, na politica, assumiu para si os 27 anos de prisão para ver o seu povo negro ser reconhecido como gente e ter convivência pacifica com os brancos. O Pastor Martin Luther King, assumiu para si o martírio com a finalidade de aproximação entre os seres humanos. Por isso, meus irmãos e irmãs, façamos novas visitas e assumamos novos encontros que ultrapassem os limites de nossa razão e alcancem as profundezas da nossa compaixão e coração.

Rev. Luiz Pereira

Uma benção antiga.

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